Sessão Nostalgia: Autobus

Acervo de Eduardo Cunha
No dia 05 de abril de 1940, o Sr. Octávio Augusto da Costa começava a operar uma linha entre os distritos de Itaipava e Posse e o Centro de Petrópolis Começava assim a historia da Autobus – lê-se Autóbus – a mais antiga empresa de ônibus em atividade na cidade imperial.
Acervo do site Cia de Onibus.
No início, eram quatro veículos auto-ônibus (daí o nome da empresa), com carroceria de madeira, transmissão de correntes e pneus de borracha maciça. Quatro anos depois, o Sr. Domingos José Pereira adquiriu a empresa.
Novos CERMAVA da AUTOBUS. Acervo do site Cia. de Ônibus
O mundo passava pela sua segunda guerra…ver outros acontecimentos…, a Autobus estava localizada no distrito de Pedro do Rio e possuía apenas dois ônibus Mas desejando realizar o sonho de constituir uma empresa para a família, Domingos José foi em frente e conseguiu adquirir a primeira sede da empresa e dez ônibus novos.

Acervo de Eduardo Cunha
Em 1967, a Autobus perde o empenho e dedicação de Domingos José Ferreira, mas sua família prosseguiu e manteve a luta e dedicação de seu patriarca. Nos anos 80, a Autobus teve problemas com o congelamento das tarifas municipais. Mas soube vencer as dificuldades e assim ajudou a pavimentar o caminho do desenvolvimento e do progresso petropolitano.

Um dos ônibus da Autobus, operando a linha Itaipava x Posse. Foto: Luiz Antonio Doria
Uma das primeiras a aderir o SIT – Sistema Integrado de Transporte – com a inauguração dos terminais de integração dos distritos de Corrêas e Itaipava, em 1992, a Autobus atualmente é administrada por Manoel José Pereira, único filho de Domingos José na administração da empresa, e por três netos do patriarca da família Pereira.

AUTOBUS, ontem e hoje…em fotos…


Acervo Cia de Onibus
Acervp: Cia de Onibus
Acervo de Jorge Ferreira/Onibus & Cia.
Acervo de Victor Ferreira/Onibus & Cia
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Fonte: http://www.rdvetc.com/2011/sessao-nostalgia-autobus/

Rotas do Sudeste: Miguel Pereira X Petrópolis

Bem vindos a MPE Portela
O Museu Imperial terá uma exposição virtual sobre o Carnaval. Foto: Leonardo Branco
O Museu Imperial terá uma exposição virtual sobre o Carnaval. Foto: Leonardo Branco
Miguel Pereira e Petrópolis possuem bom clima e para se chegar nelas é preciso subir a serra. Mas e e entre elas? Uma serra também se faz necessário subir. Subir e encarar muita poeira.
Até o ano de 2014, era complicado sair de Miguel Pereira a Cidade Imperial. Houve um troca-troca de empresas de ônibus que operavam essa linha e a sua variante, que seguia até o distrito de Vale das Videiras. Até o ano de 2008, a Viação Treze de Junho Ltda. – que operava a linha sob o nome Pádua Tour – circulava entre os municípios.
De 2009 a 2014, uma nova empresa surgiu: A Emanuel Transportes e Turismo. Empresa que também operava na cidade de Itaguaí sob o nome de “Elohin” e que operava de forma precária o transporte entre Miguel e Petrópolis.
linave-rj146112Mas em 2014 o Depto. de Transporte Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro – DETRO-RJ  interviu na Emanuel, por estar em situação irregular com o Detro e descontinuidade dos serviços por parte da mesma. Em seu lugar, entrou a iguaçuana Linave.
Linave MP74
Linave 076 VictorA Linave já operava o transporte municipal de Miguel Pereira e as linhas intermunicipais que a Normandy operava como a Miguel Pereira x Três Rios e a Japeri x Arcozelo. No início, foi difícil mas hoje vemos que a empresa está bem no que tange a operação da parte correspondente a Emanuel.
rod-miguel-pereira
Nosso ponto de partida: A Rodoviária de Miguel Pereira.
No dia em que o RdV correu a linha, vale mencionar um detalhe: Antes do carro de Petrópolis sair, os passageiros da linha comentavam que o carro que seguiria para o Vale das Videiras havia quebrado e não tinha aparecido outro para substituir, sendo que quem quisesse seguir para o Vale teria que pegar o Petrópolis mesmo.
avelarA linha só possui dois horários: 06:00 e 14:oo de segunda a sábado saindo de Petrópolis e 10:00 e 17:50 saindo do Terminal do Bingen, em Petrópolis. Mais informações no site da empresa (clique aqui). O itinerário dessa linha passa por Miguel Pereira e um bom pedaço de Paty do Alferes, passando por Arcozelo e Avelar. Mas é em Avelar que a paisagem muda.
rj-123-chaoDa estrada de asfalto as ruas de paralelepípedo entramos na estrada de chão. E é assim que conhecemos a Rodovia RJ-123, rodovia estadual que começa no distrito de Massambará, em Vassouras, e termina em Pedro do Rio, distrito petropolitano.
rj-123-trevo-acesso-sardoalMas dos 61 quilômetros desta estrada, andamos em aproximadamente 36 quilômetros cortando também o município de Paraíba do Sul, Vista Alegre, Aquenta Sol e Sardoal.
parada-em-sardoalEm Sardoal temos uma parada de menos de 15 minutos para quem quiser ir ao banheiro ou apenas esticar as pernas. Para depois seguir viagem entre curvas e muita poeira até o encontro da RJ-123 com a BR-040, já em Secretário e caminhando para Pedro do Rio.
secretario
Secretário
itaipava
Itaipava e uma “tentativa” de reviver a antiga estação local.
Daí por diante temos a certeza que chegamos na Cidade Imperial pois a cada distrito, você sente mais frio. Até chegarmos ao final da viagem, no Terminal Bingen.
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Fonte: http://www.rdvetc.com/2016/rotas-do-sudeste-miguel-pereira-x-petropolis/

Leopoldina, a Athenas da Zona da Mata

Ponto estratégico para os viajantes que vem do Norte ou do Sul, a cidade de Leopoldina tem uma curiosa história a contar sobre seu nome. Ou melhor dizendo, sobre seu antigo nome.
Inicialmente esta localidade foi denominada “Feijão Cru”. Isso vem lá do princípio do desbravamento do território deste município, quando os primeiros habitantes acamparam por estas terras em busca de terras férteis. Quando verificaram que o cozinheiro do grupo não prestou atenção ao fogo que  tinha como finalidade cozer os alimentos e afugentar as feras noturnas, viram que o feijão para alimentar o povo estava “cru”.
As primeiras sesmarias que formam o atual município foram doadas no ano de 1813 como pertencentes a Barbacena. E foram as margens do Ribeirão Feijão Cru que um pouso de tropeiros se desenvolveu próximo a uma capela erguida por Francisco Pinheiro de Lacerda e Joaquim Ferreira Brito, dois fazendeiros locais no ano de 1831.
Praça Leopoldina
Praça Felix Martins, Centro de Leopoldina
Neste mesmo ano, era fundado o distrito de São Sebastião do Feijão Cru, subordinado ao município de São Manuel do Pomba (Atual Rio Pomba). Mas antes dos primeiros sesmeiros, eram os índios puris que habitavam a região. A eles eram designados serviços como derrubar a mata e colher a poaia, uma planta muito utilizada no tratamento da disenteria e que hoje tem muito uso na composição xaropes expectorantes, vermífugos e outros medicamentos. Por estes serviços, eram pagos com aguardente.
Os puris foram dizimados pelas doenças trazidas pelos primeiros desbravadores e ao seguirem para a província do Espírito Santo, com o passar dos tempos já não havia registro da existência deles. Mas o nome “Leopoldina” só veio no ano de 1854, três anos depois da transferência de seu distrito de Rio Pomba para Mar de Espanha.
A lei que emancipou Leopoldina também transferiu alguns distritos do antigo município do Presídio – atual Visconde do Rio Branco – para a recém-criada Vila Leopoldina, que se formou em torno da praça do Rosário, a partir da qual saíam as ruas do Rosário (atual Rua Tiradentes), Direita (atual Rua Gabriel Magalhães) e Riachuelo (atual Rua Joaquim Ferreira Brito).
Alguns dos distritos repassados de Visconde do Rio Branco e Mar de Espanha para Leopoldina se tornaram municípios. É o caso dos distritos de Meia Pataca (Atual Cataguases), São José do Além Paraíba (hoje Além Paraíba), Rio Pardo (Atual Argirita) e Recreio. A cidade administrativamente possui além do distrito-sede, os distritos de Ribeiro Junqueira, Piacatuba, Tebas, Providência e Abaíba.
Era por aqui que o trem passava. Hoje é apenas lembrança de quem passa na Praça João XVIII
Era por aqui que o trem passava. Hoje é apenas lembrança de quem passa na Praça João XVIII
No ano de 1877, a ferrovia chegava a cidade: A E.F. Leopoldina abriu uma estação e um ramal de curto trajeto para atender o município. E como toda estação nas Minas Gerais, ficava no meio da cidade. Os trilhos e as locomotivas a vapor passavam no meio da rua misturados com os carros, como se fossem linhas de bonde… Mas hoje a estação é apenas lembrança.
Estação ferroviária de Leopoldina (MG). Acervo Biblioteca IBGE
Estação ferroviária de Leopoldina (MG). Acervo Biblioteca IBGE
Com a inauguração da Rodovia Rio-Bahia (Hoje BR-116) na década de 60, a ferrovia perdeu importância e tanto o  prédio como o ramal foram fechados num 25 de fevereiro do ano de 1965 e inacreditavelmente, o prédio foi posto abaixo. No blog do Ralph Giesbrecht há uma interessante explicação sobre o fato (clique aqui e conheça a história da estação).

Foi nesta casa que viveu o Presidente da Província de Minas Gerais, o Sr. Carlos Luz.
A cidade chegou a ter a segunda maior população de escravos na província, ficando atrás de Juiz de Fora e entre última década do século XIX e a primeira do século XX, imigrantes europeus chegaram a Leopoldina para o trabalho na lavoura de café. Na cidade, funcionou uma hospedaria de imigrantes até 1898. Em 1910, foi criada, no distrito de Tebas, uma colônia para imigrantes, principalmente italianos.
O século XX chegou com a primeira hidrelétrica erguida na região. Foi no distrito de Piacatuba que a Usina Maurício teve a sua pedra fundamental lançada no ano de 1906 e inaugurada em 16 de julho de 1908, com a energia elétrica dando o ar de sua graça aos lares leopoldinenses.
Atualmente a cidade, que já viveu o auge da cafeicultura, hoje vive da produção leiteira e da economia baseada na prestação de serviços e da indústria.
Como chegar
Terminal Rod LeopoldinaA BR-116 é a melhor forma de chegar a cidade. Há várias empresas de ônibus que servem Leopoldina, tanto das regiões Nordeste, Sul e Sudeste.
apoio rodoviario leopoldina mg leopoldinenseA Viação Leopoldinense opera o transporte municipal e a Leopoldina Turismo opera o transporte distrital da cidade.
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Fonte: http://www.rdvetc.com/2016/leopoldina-a-athenas-da-zona-da-mata/

Busscar pode ser vendida e voltar a fabricar na metade de 2017

Grupo de investidores ofereceu proposta de pagamento em 52 parcelas, que será analisada pela Justiça.
A encarroçadora de ônibus Busscar, que teve falência decretada pela primeira vez em 2012, pode voltar a produzir na segunda metade de 2017. No final de outubro, um grupo de investidores ofereceu à Justiça uma proposta para arrematar as três unidades fabris: a planta de carrocerias em Joinville, a unidade de Pirabeiraba e a unidade de Rio Negrinho, com a fábrica de peças. Para não atrapalhar o andamento do processo, a Justiça não divulgou oficialmente o nome dos integrantes do grupo de investidores.
O Diário do Transporte teve acesso à decisão do juiz Walter Santin Júnior, da 5ª Vara Cível de Joinville, responsável pelo processo de falência da Busscar, que estipula as condições para o pagamento. A proposta ainda será analisada. A decisão sobre as condições de análise foi publicada no Diário da Justiça do Poder Judiciário de Santa Catarina.
De acordo com o juiz, só será aceita oferta de quantia igual ou superior a 49% do valor da avaliação (R$ 133.151.088,11). E, dessa vez, a Busscar deve ser vendida de fato. Isso porque a decisão deixa claro que, mesmo se houver nova proposta, a venda se concretizará, ou por leilão, ou por escolha do melhor valor:
“[…] havendo contraproposta em valor superior ou mais vantajosa para os credores será designado leilão simultaneamente eletrônico e pessoal e não havendo licitantes será homologada a melhor oferta constante nos autos que, assim, vincula o proponente ao seu fiel e integral cumprimento”.
Além disso, de acordo com a decisão, oferecer proposta, ser selecionado e desistir pode custar caro: “Logo, em caso de desistência, fica estipulada a multa de 20% sobre o valor da proposta”.
O jornalista Claúdio Loetz apurou que um grupo de investidores ofereceu R$ 67,15 milhões pelas três unidades fabris da Busscar, valor compatível aos 49% da avaliação exigidos pela Justiça. A compra se daria em 52 parcelas: entrada de 14%, o que equivale a R$ 9,4 milhões, e o restante, R$ 57,74 milhões corrigidos por índice determinado pelo Tribunal de Justiça.
Nesse aspecto, a proposta também é compatível com a exigência judicial à qual o Diário do Transporte teve acesso: “em caso de oferta em pagamento parcelado, as prestações deverão ser corrigidas pelos índices fixados pela Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina”.
O grupo pretende investir ao menos R$ 100 milhões na fábrica e começar a produzir ônibus em meados de 2017. No mês de outubro, ao menos dez interessados visitaram as fábricas da Busscar, mas apenas um grupo investidor se interessou por toda a operação.
Caso as três fábricas e as peças fossem vendidas separadamente, o valor arrecadado seria menor que os R$ 67,15 milhões propostos por esse grupo.
Uma das propostas negada foi de uma empresa imobiliária que ofereceu R$ 30 milhões apenas pelas instalações da fábrica de Joinville.

BREVE HISTÓRICO

A Busscar foi fundada oficialmente como Nielson no dia 17 de setembro de 1946, com iniciativa de Augusto e Eugênio Nielson, que começaram uma pequena oficina em Joinville, atuando na construção de móveis e utensílios e fazendo reparos em carrocerias de caminhões e cabines. Em 1948, a Nielson fez seu primeiro veículo de transporte coletivo, uma jardineira – ônibus simples feito de madeira. O veículo da Nielson foi uma encomenda da empresa Abílio & Bello Cia Ltda, que fazia a linha Joinville – Guaratuba, em Santa Catarina.
Foi na época do surgimento do empreendimento dos Nielson que o Brasil começava a assistir mais intensamente o crescimento das cidades e também das relações comerciais entre as diferentes localidades. Tudo isso demandava uma maior oferta de transportes. Assim, muitos empreendedores compravam chassis de caminhão, como da Ford e da GM, e precisavam transformá-los em ônibus para enfrentar as difíceis estradas de terra e verdadeiros atoleiros. Nessa época, a Nielson & Cia Ltda. tinha o comando do patriarca da família, Bruno, e do filho Harold.
Em 1958, um dos marcos para a Nielson foi o projeto de estrutura metálica para os ônibus. No início dos anos 1960, ganhavam as estradas os modelos Diplomata, carroceria de dois níveis que lembravam os Flxibles norte-americanos que, quando foram importados pela Expresso Brasileiro Viação Ltda, eram chamados de Diplomata. A Nielson, então, conquistava definitivamente o mercado.
Nos anos 1980, a Nielson cresce mais, e, no segmento de rodoviário, travava disputa acirrada com a Marcopolo, e no segmento urbanos, a briga era com a CAIO, praticamente de igual para igual.
A linha Diplomata tinha recebido novas versões, e o Urbanuss ganhava atenção dos frotistas. Por uma estratégia de negócios, a Nielson mudou a marca para Busscar. Inicialmente, a marca ficou conhecida como Busscar-Nielson. Surgiram os rodoviários El Buss e Jum Buss e os urbanos da linha Urbanuss.
Em 2002, a Busscar começava a enfrentar dificuldades financeiras. A família Nielson alegava problemas motivados pela variação cambial e também dificuldades de créditos, mas já havia também erros administrativos internos. O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – chegou a realizar empréstimos para a empresa, que não foram plenamente honrados. A recuperação não foi plena, havendo novamente outro problema financeiro em 2004. A última crise da Busscar começou em 2008, quando a empresa começou a atrasar salários.
Depois de uma dívida que se aproximou dos R$ 2 bilhões, contando juros, impostos e débitos com fornecedores, trabalhadores e bancos, a empresa teve a falência decretada em 27 de setembro de 2012 pelo juiz Maurício Cavalazzi Povoas. A decisão, porém, foi anulada em 27 de novembro de 2013, após recursos judiciais. No entanto, os recursos caíram em 5 de dezembro de 2013. A família Nielson chegou a apresentar um novo pedido de recuperação judicial, mas o juiz Luis Felipe Canever, de Santa Catarina, após negativa por parte dos credores, decretou, no dia 30 de setembro de 2014, nova falência da encarroçadora de ônibus Busscar, que já foi uma das maiores do Brasil.
Os negócios continuam na América Latina com a atuação em parceira de outros grupos, com destaque para as operações na Colômbia. A Busscar Colômbia foi formalizada no ano de 2002, sendo fruto de uma aliança entre a indústria local Carrocerías de Occidente, empresa fundada em 1995, e a Busscar Ônibus do Brasil, fundada pela família Nielson em 17 de setembro de 1946.
Foram várias as tentativas de leilão da Busscar, três somente em 2016. No dia 8 de julho, terminou sem lance o terceiro leilão da empresa.
No final de outubro, foi apresentada uma proposta por um grupo de investidores com o objetivo de retomar as produções em meados de 2017.

CONFIRA NA ÍNTEGRA A DECISÃO SOBRE AS CONDIÇÕES DE PROPOSTA

5ª Vara Cível – Relação TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA – COMARCA DE JOINVILLE
JUÍZO DE DIREITO DA 5ª VARA CÍVEL
JUIZ(A) DE DIREITO WALTER SANTIN JUNIOR
ESCRIVÃ(O) JUDICIAL EDNA EDEANI DOS SANTOS
EDITAL DE INTIMAÇÃO DE ADVOGADOS
RELAÇÃO Nº 0548/2016
ADV: EDUARDO HENRIQUE VIEIRA (OAB 7680/MT), EUCLIDES RIBEIRO S. JÚNIOR (OAB 5522/MT)
Processo 0019998-35.2016.8.24.0038 – Exibição de Documento ou Coisa – Atos Processuais – Autor: I. P. R. U. – Falido: Busscar Onibus S/A – Isso posto, afasto a ideia de preço vil e autorizo o processamento da modalidade de venda a que alude a empresa interessada, pelo preço ofertado, encampada pelo administrador judicial, na forma do art. 144 da Lei n. 11.101/2005 e, por consequência: Determino à leiloeira que dê ampla e geral publicidade pelos meios ordinários disponíveis, considerando o valor da oferta como o mínimo necessário para formalizar eventual contraproposta;Determino que no edital de publicação faça constar: b.1) que a contraproposta deve atender a condição de valor antes referida e que o compromisso de retomada da atividade operacional, no mesmo ramo da falida, assumida pela empresa interessada e que assina a proposta em curso, poderá ser levado em consideração pelo juízo na apreciação de eventuais novas ofertas, salvo se for oferecida quantia igual ou superior a 49% do valor da avaliação (R$ 133.151.088,11) ou que de alguma forma atenda aos interesses dos credores; b.2) que havendo contraproposta em valor superior ou mais vantajosa para os credores será designado leilão simultaneamente eletrônico e pessoal e não havendo licitantes será homologada a melhor oferta constante nos autos que, assim, vincula o proponente ao seu fiel e integral cumprimento; b.3) que não havendo contrapropostas ou ofertas em leilão, não será recebida qualquer outra oferta nos autos, nem mesmo por intermédio da leiloeira, mantendo-se apenas aquela que inaugurou este incidente; b.4) que o produto da aquisição ou arrematação será entregue ao comprador ou arrematante livre de qualquer ônus, inclusive de natureza tributária; b.5) que em caso de oferta em pagamento parcelado, as prestações deverão ser corrigidas pelos índices fixados pela Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina; b.6) que os bens adquiridos ou arrematados ficam em garantia , logo, gravados por hipoteca judicial até a integral quitação de cada unidade considerada isoladamente; Determino, em caso de contraproposta por escrito de outro interessado, a realização de leilão (a ser brevemente designado) que, então, será regido pelo art. 142, I, da Lei n. 11.101/2015, ficando ciente o autor da contraproposta que, negativo o resultado do leilão, a sua oferta o vincula a aquisição do ativo operacional da massa e poderá ser homologada na forma do art. 144 da mesma lei. Logo, em caso de desistência, fica estipulada a multa de 20% sobre o valor da proposta; Determino a intimação da leiloeira para tomar ciência deste comando e atender as determinações acima, com a urgência, cautela e eficiência que o caso requer; Determino a intimação do Ministério Público para manifestação quanto à modalidade de alienação judicial eleita e sua pertinência para os interesses da massa e dos credores, ou para suscitar outras questões que reputar conveniente. Prazo: 5 dias. Determino a intimação da devedora e dos credores, estes por edital para ciência deste comando. Prazo: 5 (cinco) dias (CPC, art. 218, § 3º). Considerando a nova modalidade de venda adotada, fica estabelecida a remuneração da leiloeira em 5% sobre o valor da venda em caso de oportuna homologação. Postergo a análise das condicionantes descritas pela empresa interessada para momento oportuno, certo que, de nada adiantaria o juízo mergulhar em seu estudo se, oportunamente, a partir da publicidade ora determinada, existir melhor oferta que, por ser mais vantajosa aos interesses dos credores, venha prejudicar o inteiro teor da proposta ora recebida. Adianto que antes da decisão final admitindo a inexistência de outras ofertas e a regularidade na tramitação desta modalidade de alienação judicial todas as questões suscitadas pela empresa interessada serão apreciadas e, se ainda assim, persistir o seu interesse na aquisição do ativo operacional da massa, os autos serão conclusos para apreciação da homologação. Cumpra-se.
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Fonte: http://onibusbrasil.com/blog/2016/11/03/busscar-pode-ser-vendida-e-voltar-a-fabricar-na-metade-de-2017/

Nova Friburgo, uma cidade emoldurada pela Mata Atlântica

Engana-se quem pensa que Nova Friburgo, a capital nacional da lingerie, é destino exclusivo para compras de peças íntimas. Emoldurada pela Mata Atlântica, a cidade oferece uma gama de passeios e atividades que levam a cachoeiras, riachos, mirantes naturais e reservas ambientais. 

Também merece atenção à gastronomia diversificada e as outras opções de consumo. Não há dúvidas de que circular pelo bairro de Olaria e pela Ponte da Saudade em busca de peças de qualidade e a preços acessíveis é programa obrigatório, mas imperdível também é encher a mala com queijos de cabra, biscoitos amanteigados, chocolates caseiros e artesanato de bom gosto.

Friburgo vem sendo desbravada pelos ecoturistas, que lá encontram trilhas para prática de trekking, mountain-bike e off Road; rios para curtir o rafting; e formações rochosas perfeitas para apreciar a paisagem - entre elas, a pedra do Cão Sentado e o pico da Caledônia. 

As atividades conduzem os aventureiros, ainda, para as vilas de Lumiar e São Pedro da Serra, a 30 quilômetros. Além da natureza intocada, os arraiais preservam o astral rústico da região - mas com charme de sobra garantido pelas pousadas e restaurantes.

Também nos arredores está a mais saborosa herança deixada pelos colonizadores: a culinária. No distrito de Mury, polo gastronômico de Friburgo, estão os restaurantes especializados em fondues e racletes. As receitas típicas, porém, dividem as mesas com pratos de outra cozinha: a alemã, sempre regada a muita cerveja. 

As boas opções encontram-se ainda na estrada Teresópolis-Friburgo, onde vale a pena fazer a digestão circulando e apreciando as esculturas gigantes do Jardim do Nêgo, feitas em barrancos ao longo da propriedade.
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Fonte: http://www.autoviacao1001.com.br/web/pt/dicas/novafriburgo

1001 Histórias com Arte em Rio das Ostras

No dia 13 de agosto, o projeto “1001 Histórias com Arte” iniciou suas atividades na cidade de Rio das Ostras. Serão três semanas no município e 24 oficinas artístico-literárias e culturais gratuitas em um ônibus itinerante. Posteriormente, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Niterói, Itaboraí, Macaé e Casimiro de Abreu também receberão o programa. Ao todo, serão oferecidas 144 oficinas para 4 mil crianças matriculadas no primeiro e segundo ano do Ensino Fundamental.
Durante as atividades, elas vão produzir trabalhos utilizando desenho, música, pintura e teatro, sob coordenação de educadores. Ao final do projeto, o Instituto JCA, em Niterói, vai sediar uma exposição transmídia com os resultados obtidos e será lançado um livro-catálogo, com DVD, onde estarão apresentadas as práticas pedagógicas adotadas. Todo o material será distribuído, gratuitamente, para escolas e bibliotecas públicas.

O "1001 Histórias com Arte" é uma realização da Spiral Criativa com o Instituto JCA. A ação é patrocinada pela Auto Viação 1001, Sit Macaé e Ministério da Cultura.

Sempre perto de você!
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Fonte: http://www.autoviacao1001.com.br/web/pt/noticias/1001-historias-com-arte-rio-das-ostras.htm

Linhas de ônibus rodoviárias em Itaipava

Há ligação direta entre o Rio de Janeiro em Itaipava, sendo feita por duas linhas, uma parte da Rodoviária Novo Rio (empresa Viação Salutaris) e outra parte do Terminal Garagem Menezes Côrtes (empresa Única e Fácil). Há ainda a ligação com Teresópolis, Areal, São José do Vale do Rio Preto, Muriaé, Além Paraíba e Juiz de Fora.

Linhas intermunicipais que atendem Itaipava



  • Rio de Janeiro X Areal da Viação Salutaris, com embarque e desembarque nos pontos ao longo da BR-040 e compra de passagens no Shopping 2000; as saídas e chegadas no Rio de Janeiro ocorrem na Rodoviária Novo Rio.
  • Rio de Janeiro X Três Rios também da Viação Salutaris, com embarque e desembarque no ponto da Feirinha de Itaipava (na BR-040 na altura de Bonsucesso), e compra de passagens no Shopping 2000; as saídas e chegadas no Rio de Janeiro ocorrem na Rodoviária Novo Rio.
  • Castelo X Itaipava da Única e da Fácil, com embarque e desembarque no Shopping Estação Itaipava; as saídas e chegadas no Castelo ocorrem no Terminal Garagem Menezes Côrtes.
  • Teresópolis X Petrópolis da Viação Teresópolis, com embarque e desembarque por todo perímetro urbano de Itaipava, inclusive no Shopping Estação Itaipava.
  • Areal X Petrópolis da Viação Progresso, com embarque e desembarque por todo perímetro urbano de Itaipava e demais distritos.
  • São José do Vale do Rio Preto X Petrópolis da Viação Progresso, com embarque e desembarque por todo perímetro urbano de Itaipava e demais distritos.

Linhas interestaduais


  • Muriaé X Petrópolis da Viação Progresso, com seccionamento em Itaipava, porém com baixa frequência.
  • Além Paraíba X Petrópolis da Viação Progresso, com seccionamento em Itaipava, porém com baixa frequência.
  • Juiz de Fora X Petrópolis da Única e Fácil, realiza embarque e desembarque ao longo da BR-040, mas oficialmente não possui seccionamento em Itaipava.
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Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Itaipava#Transportes